Ouro Preto :: Vista do Morro de São Sebastião
Chegamos na manhã do dia 3 de setembro ao Aeroporto de Confins (38km de distância de Belo Horizonte) e alugamos uma Zafira (7 lugares). Éramos seis. Seguimos direto para Ouro Preto (OP), nosso primeiro destino. A estrada tinha trânsito pesado, mas não apresentava dificuldades. Chegamos a BH e tivemos que cruzar por dentro da cidade até chegarmos à estrada que nos conduzia a OP (aqui perdemos muito tempo por causa do trânsito e os belo-horizontinos também deixavam a cidade). Levamos cerca de 3 horas de Confins até OP (total de 140 km de distância).
Raphael era o homem do mapa. Seguimos bem, sem problemas, errando muito pouco. Chegamos em OP por volta do meio-dia, clima agradável (as mulheres reclamando de frio), no Hotel Luxor. O Google Maps nos deu uma pequena força. Viajar mudou muito depois das evoluções da internet. Quando alugamos o carro já não havia disponível nenhum GPS (só aí que me lembrei de ter pedido para meu cunhado Hireno). Mas segue a viagem ...
Ouro Preto :: Mapa CONFINS - OURO PRETO
Entramos em OP e facilmente chegamos à Praça Tiradentes. Pedimos algumas informações às pessoas e rapidamente chegamos ao nosso hotel. O Hotel Luxor é um dos mais antigos da cidade. Localizado ao lado da Igreja da Nossa Senhora da Conceição, onde está sepultado Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho.
Chegar é facil, no entanto, as ladeiras íngremes são um desafio extra. Quando nos informaram que tínhamos que descer determinada ladeira com uma Zafira cheia de gente e de bagagens, algumas pessoas quase entram em desespero. A ladeira que seguia para o hotel é uma das piores de toda OP. Mas chegamos bem. Ufa!
O hotel era charmoso, aconchegante, com a cara da cidade. Fomos muito bem recebidos. Os quartos eram interessantes. No meu quarto e de Lorena, havia umas pinturas nas paredes pouco comuns. Observando aqueles desenhos encontramos a assinatura de um artista polonês chamado Chanina, que se hospedara nesse mesmo quarto em 1969 e fez aqueles belos desenhos. O curioso é que apenas nosso quarto possuia esses desenhos. Que sorte a nossa!
Ouro Preto :: Obra de Chanina no Hotel
Após as devidas acomodações seguimos atrás de um restaurante que foi indicação do recepcionista do hotel. O restaurante indicado era chamado de Bené da Flauta e ficava ladeira acima.
Quando disse que era só subir a rua que seguia lateralmente ao hotel pensei: "Ter que subir toda essa ladeira?!". Inocentemente seguimos a pé! A ladeira é verdadeiramente íngreme! Quando chegamos ao topo da ladeira e logo avistamos o restaurante, ao mesmo tempo olhamos para baixo e vimos estampada na face de Mercedes seu arrependimento em ter seguido a pé. Ela olhou para cima e para baixo ao lado de Seu Guará. Parecia que ia desistir, mas, corajosamente, subiu o restante da ladeira e chegamos ao restaurante. Chegamos todos esbaforidos ao Bené da Flauta.
Ouro Preto :: Restaurante Bené da Flauta
O restaurante aconchegante, com uma vista maravilhosa e a comida excelente. Eu e Seu Guará tomamos algumas boas e geladas bohemias para brindar tamanha beleza.
Durante o almoço alguns estudantes de jornalismo da UNIFOP (Universidade Federal de Ouro preto) realizavam uma matéria sobre a culinária mineira. Nos fizeram algumas perguntas, no entanto, nenhum de nós pediu comida típica mineira (afinal era nosso primeiro dia). Que pena! Fica para a próxima.
Ouro Preto :: Restaurante Bené da Flauta
Ouro Preto :: Restaurante Bené da Flauta
Ouro Preto :: Restaurante Bené da Flauta
Ouro Preto :: Restaurante Bené da Flauta (Bené da Flauta no quadro)
Após o almoço seguimos a conhecer a cidade. Caminhar pelas ruas, ver as pessoas, as feiras, artesanatos, monumentos, museus.
A cidade estava com o movimento ainda pequeno, afinal ainda era sexta-feira.
As mulheres enlouqueciam com o artesanato. Muita coisa bonita para se ver e comprar. As lojas sempre organizadas e com muitas opções. Eu, Raphael e Seu Guará optamos pela Praça Tiradentes nesse nosso primeiro dia.
Nesse momento descobrimos o talento de Raphael para a fotografia. Tomou conta de uma das minhas câmeras e começou a fotografar freneticamente. Percebi que ela tinha jeito para a coisa.
Ouro Preto :: Praça Tiradentes
Esse era nosso primeiro momento fotografando OP. A partir desse dia milhares de fotos foram feitas. OP guarda infinitas possibilidades para quem gosta de história, gente e fotografia.
Enquanto Raphael e Seu Guará estavam olhando a Praça Tiradentes posicionados à frente do Museu da Inconfidência, tive a certeza de que eram dois homens (literalmente) iluminados.
Ainda caminhando pela cidade, ao fazer a foto de um belo fusca azul, percebi que nessas regiões do país a compulsão pela troca por carros novos não acontece como na nossa cidade. Em OP pude observar uma grande quantidade de carros antigos com conservação impecável. Um destaque especial vai para os fuscas, a grande maioria muito bem preservados reforçando o patrimônio de OP.
Para quem gosta de fotografia as feiras das cidades são "um prato cheio". Em OP não poderia ser diferente. A grande variedade de artesanatos se reúne em um pequeno pavilhão a céu aberto.
Ouro Preto :: Feira de Artesanato
Após essa primeira visita ao centro de OP voltamos para o Hotel (e dá-lhes ladeira!).
Descansamos e por volta das 10 horas da noite saímos para jantar. Não sabíamos se a essa hora era possível. Então pegamos o carro (Eu, Lorena, Raphael e Natália) e seguimos atrás de um restaurante. Encontramos uma pizzaria maravilhosa chamada "O Passo Pizza Jazz". Lugar famoso na cidade, onde ouve-se música de qualidade e uma variedade de pizzas, massas e vinhos excelente. Fomos duas vezes nesse lugar. Eu e Raphael experimentamos uma pizza de carne seca (sugestão de Raphael) chamada "Juazeiro". Um espetáculo!
Ouro Preto :: Pizzaria
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