sábado, 11 de setembro de 2010

Quarto Dia: Soão João Del Rei

Após a Maria Fumaça fomos ao centro de SJDR. Precisávamos ir ao banco. Íamos só para o banco, mas, ao lado do banco havia uma loja ... mulheres ... compras ... mulheres ... compras ... Entraram numa loja que tudo custava 10 reais.

Centro de SJDR
copyright nelson beserra

Ao mesmo tempo Seu Guará sumiu. Só percebi quando Mercedes me perguntou: "Cadê Guará? Sumiu?". Lembro de minutos antes Seu Guará ter apontado pessoas comendo pêtas (iguaria feita à base de farinha, sal e vento) na rua. Ele me perguntou: "Nelson, onde será que eles compraram essas pêtas?". Comentei: "Não deve ter sido longe Seu Guará, pois o saco ainda está cheio". Depois disso Seu Guará desapareceu e foi atrás das pêtas. E não é que ele encontrou. Eita homem danado!

Não satisfeito, Seu Guará comprou um sanduíche natural de uma senhora que passava vendendo lanches na rua. Ele me ofereceu. Recusei. Ofereceu para Mercedes, ela deu uma olhada, uma conferida e recusou também (foto abaixo). Devia estar bom o sanduíche, pois Seu Guará amanheceu bem no dia seguinte.

Centro de SJDR
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Após aplicações financeiras (sacar dinheiro) e lanches rápidos (dá-lhe Seu Guará), seguimos para um tal shopping de SJDR.

Na verdade, "parecia uma galeira daquelas da Rua do Passeio", comentou Lorena. Não é para menos, em uma cidade com tantas riquezas históricas e possibilidades culturais, um shopping não poderia mesmo ser a coisa mais importante.

Fomos então visitar a Igreja de São Francisco de Assis. A igreja é linda. De qualquer lugar que se fotografe ela fica linda!

SJDR :: Igreja de São Francisco de Assis
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SJDR :: Igreja de São Francisco de Assis
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SJDR :: Igreja de São Francisco de Assis
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Anoiteceu e estávamos com um apetite razoável! Lorena gritava dizendo "ô gente, tô com muita fome, gente!". Raphael lembrou que na saída do banco, ao pegar o carro, deixaram no para-brisa um anúncio de um restaurante árabe. Eu e Lorena já havíamos visto pela internet e parecia ser muito bom. Como era uma segunda-feira e o restaurante só funcionava de quinta a domingo (segundo o flyer), resolvemos ligar para saber estava aberto. Isso era umas 18:30hs. Confirmaram que funcionaria. Pela descrição do atendente, o restaurante ficava muito próximo do nosso hotel. Resolvemos, então, ir direto. Nem paramos no nosso hotel.

SJDR :: Yussef
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O restaurante, chamado de "Yussef" era requintado, uma bela lareira, um ambiente muito agradável. Mercedes e seus nervosos genes libaneses, começaram a saber de quem era o restaurante, qual a origem e se estavam por lá. Os donos do restaurante não estavam naquele momento, ainda era muito cedo.

Percebemos que o restaurante funcionava junto a uma pousada chamada "O Paço do Lavradio". Raphael imediadamente se lembrou que havíamos mantido contato com essa pousada, mas não havia vagas (Mercedes gostou dessa!). A pousada, assim como o restaurante, eram muito bons.

Mas vamos ao que interessa! Comemos pra caramba! Tudo estava ótimo! Comemos esfirras (ela derretia na boca), kibes fritos (segundo Mercedes: "esses são os originais" - tinha até castanha no recheio), kibe cru (comi sozinho - mas ainda prefiro do da casa de Dona Lia), um prato que nem lembro o nome que Raphael pediu (chawarma, se não me engano) e muito mais. A comida estava simplemente fantástica.

SJDR :: Yussef
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SJDR :: Yussef
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SJDR :: Yussef
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Esse final é de total exclusividade para Mercedes! Ela merece!

Fomos para o hotel e saímos na manhã seguinte para Belo Horizonte e, no caminho, visitamos rapidamente a cidade de Congonhas.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Quarto Dia: De dentro da Maria Fumaça

Na volta para SJDR sentei num lugar melhor para fotografar a estrada de ferro. Sem textos, só fotos.

Maria Fumaça
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Maria Fumaça
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Maria Fumaça
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Maria Fumaça
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Maria Fumaça
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Maria Fumaça
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Maria Fumaça
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Maria Fumaça
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Maria Fumaça
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Maria Fumaça
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Maria Fumaça
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Maria Fumaça
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Maria Fumaça
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Maria Fumaça
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Maria Fumaça
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Maria Fumaça
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Quarto Dia: Tiradentes de Maria Fumaça

Acordamos por volta das 9 horas sem saber se a Maria Fumaça funcionaria naquele dia. Era 6 de setembro, véspera de feriado. Acessei o wi-fi do Hotel Chafariz (tinha até wi-fi), encontrei o telefone e liguei. A informação que tivemos é que o trem sairia às 10h, 14h e 16h. Rapidamente nos arrumamos e chegamos na hora exata.

SJDR - Tiradentes :: Maria Fumaça (Foto: Raphael)
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Na saída do trem passamos pela periferia de SJDR, onde as pessoas e, principalmente, as crianças acenam para os turistas. A viagem até Tiradentes não reserva grandes surpresas ou belezas. As paisagens estão prejudicadas pelo clima muito seco. O que vale mesmo é reviver a época em que as Marias Fumaças atuavam intensamente. Foi bom viver um pouco disso.

A distância que separa SJDR e Tiradentes pela linha férrea é de 12 km, cobertos em aproximadamente 40 minutos. Na chegada a Tiradentes as pessoas se aglomeram na estação para fotografar o trem. A disputa é grande.

SJDR - Tiradentes :: Maria Fumaça
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Ao desembarcar em Tiradentes, uma infinidade de charretes ficam à disposição para levar os turistas até a cidade. Mercedes ainda insistiu para pegarmos a charrte Hello Kitty, no entanto, nós preferimos seguir a pé. A distância até a cidade é de 500 metros.

As criançs ficam loucas, pois tem charrete do BEN-10, do Homem-Aranha, Barbie, Hello Kitty de Mercedes, e por aí vai.

Tiradentes
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Tiradentes
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Tiradentes
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Já na entrada da cidade percebe-se que Tiradentes é muito organizada e badalada. A cidade estava cheia.

Encontramos uma cachaçaria muito bacana. Muitas garrafas à venda, mas as que nós nos interessamos mais não estavam à venda, eram peças de colecionador. O ambiente temático era pequeno mas muito bonito. Não compramos nem bebemos nada! O dia estava começando. Na volta, talvez, pois, afinal, dizem que as melhores cachaças do mundo são produzidas por aqui.

Tiradentes
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Tiradentes
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Tiradentes
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Após a cachaçaria entramos em algumas lojas de artesanato, bebidas e comidas e de móveis. Compramos uma porção de coisas.

Eis que, de repente, Mercedes avista uma casa amarela que lhe chamou a atenção. Então ela disse: "Acho que vou é ficar por aqui", e começou a rir loucamente. A foto abaixo diz tudo. Seu Guará não parece ter reclamado (risos). Apenas uma brincadeira ... será?

Tiradentes
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Chegamos à praça principal de Tiradentes. A cidade estava cheia de gente. Carros e charretes disputavam todos os espaços. Andamos bastante pelo comércio. Vende-se de tudo nessa cidade.

Muita se fala em festivais gastronômicos em Tiradentes. A quantidade de restaurantes é enorme e todos cheios. Almoçamos num self-service chamado "Panela de Minas", com uma variedade enorme de comidas típicas mineiras.

Tiradentes
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Tiradentes
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Tiradentes
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Tiradentes
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Tiradentes
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Terceiro Dia: Rumo a São João Del Rei

Saímos de Ouro Preto com ótimas orientações de Leonardo (recepcionista do hotel) e facilmente chegamos à estrada que dava acesso a Ouro Branco (no caminho para São João Del Rei).

Olha, vou contar uma coisa para vocês, essa viagem de Ouro Preto até São João Del Rei (SJDR) não é fácil. Entre as muitas viagens que já fiz de carro essas estradas foram as que mais me exigiram física e mentalmente. Primeiramente, eu nunca havia dirigido nessa região. Depois, tínhamos apenas 1/4 de combustível e não havia um posto de combustível sequer em todo o trecho até Ouro Branco. Conseguimos abastecer ao chegar em Ouro Branco. Nesse mesmo posto o frentista foi dar uma olhada no motor (nível do óleo, água, etc) e resolveu colocar água no recipiente para gasolina. Eu não conhecia o carro e para mim estava tudo muito bem. Quando peguei a tampa do recipiente havia escrito: "completar com gasolina". Aí avisei para o frentista que teve que retirar a água e colocar a gasolina. Deu tudo certo.

Fiquei um pouco preocupado porque em Ouro Preto o carro sempre apresentava um cheiro forte de queimado. Eu olhava para Raphael, mas não achávamos ser nada grave. Depois descobrimos que era a exigência da embreagem nos deslocamentos em Ouro Preto. A combinação carro pesado e muitas ladeiras contribuíram para esse evento. O que sabemos é que deu tudo cerrto e seguimos viagem tranquilamente.

No mapa abaixo, as setas vermelhas apontam para a quantidade de curvas que a estrada apresenta. O problema não reside somente nas curvas, o que mais chama a atenção é que todo o trecho é muito acidentado. Descidas e subidas enormes. algumas associadas a curvas muito fechadas. A sinalização é boa, esse trecho já faz parte da Estrada Real, mas ainda assim é muito perigosa. Em algumas curvas, em que o acostamento apresenta verdadeiros abismos, não há nenhum tipo de proteção. Não pode pensar em vacilar.

Mapa Ouro Preto - São João Del Rei
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Um trecho que nos atrapalhou foi a saída de Ouro Branco para pegar a BR-040 (círculo vermelho no mapa). Num espaço de poucos quilômetros tínhamos que pegar três estradas diferentes (MG-443/BR-040/MG-383). Aqui nós erramos! (no mapa acima onde está circundado de vermelho). Erramos o sentido, andamos alguns quilômetros e percebemos que estávamos indo a Belo Horizonte e não para SJDR. Paramos, perguntamos e acertamos. Veja no mapa abaixo (ampliado do de cima) o trecho em que nos confundimos devido à falha de sinalização.

Mapa Ouro Preto - São João Del Rei
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Enfim estávamos tranquilos rumo a SJDR. E Estrada Real é linda. As paisagens e as paradas são convidativas. A cada momento a natureza se pronunciava com uma forma de beleza: ora os ipês, ora as montanhas, os rios, as fazendas. Tudo muito bonito.

O trecho mais bonito é também o mais perigoso. Olhe no mapa abaixo a quantidade de curvas e todas asssociadas a subidas e descidas íngremes (trecho entre as cidade de Lagoa Dourada e Coronel Xavier Chaves).

Mapa Ouro Preto - São João Del Rei
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Após uma viagem muito cansativa, saímos de OP por volta as 13 horas (após almoço no Restaurante Quinto do Ouro) e chegamos a SJDR, no Hotel Chafariz, por volta das 16 horas.

O Hotel Chafariz era ... deixe-me procurar a palavra correta ... tímido ... isso, o hotel era tímido. Quando reservamos os hoteis para a viagem, não conseguimos encontrar vagas em outros hoteis melhores. Mas tudo no hotel estava de acordo, mas apenas o café da manhã se salvou (risos). Outra desvantagem é que fica longe das atrações da cidade.

Chegamos e nos alojamos. Assisti à derrota do Fluminense para o Guarani (humpf!) e em seguida saímos para jantar.

SJDR nos surpreendeu. A cidade era muito maior que OP e nós não sabíamos disso. Houve uma certa dificuldade para acharmos os melhores pontos da cidade. Mas quem tem boca ...

Assim achamos uma região com bons restaurantes e bares. Era domingo por volta das 19:30. A cidade parecia calma e sem badalações.

Ao virar uma das esquinas avistei um restaurante que parecia ser muito bom. Estacionamos próximo e sentamos. O restaurante se chamava "A Casa do Galdino". Todo temático à mineira, o restaurante reservava um cardápio muito sofisticado e delicioso. Comemos pra caramba! Lembro que um dos pratos que Raphael pediu foi "Picanha metida a besta". Alguns pratos tinham nomes muito engraçados e relacionados ao linguajar regional.

Eu e Seu Guará tomamos algumas boas cervejas. Uma delas foi a Bohemia Weiss (feita de trigo), uma beleza! Sugestão minha que havia experimentado em Ouro Preto na pizzaria O Passo. Em seguida Seu Guará pediu uma Itaipava Premium. Excelente!

Na decoração tinha um telefone antigo que funcionava normalmente. Seu Guará, lembrando-se de telefonemas de outrora para Mercedes, não resistiu e quis ser fotografado ao lado do antigo meio de comunicação.

Mercedes conheceu os donos do restaurante, elogiou a decoração e a comida. Foi um jantar muito legal e saímos todos satisfeitos e prontos para encarar uma Maria Fumaça até Tiradentes no dia seguinte.

São João Del Rei :: Restaurante Casa do Galdino
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São João Del Rei :: Restaurante Casa do Galdino
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São João Del Rei :: Restaurante Casa do Galdino
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São João Del Rei :: Restaurante Casa do Galdino
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São João Del Rei :: Restaurante Casa do Galdino
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Terceiro Dia: Mariana

A cidade de Mariana fica a 13 km de distância de Ouro Preto. O acesso é fácil e tranquilo. Chegamos sem problemas.

Ao entrar na cidade encontramos uma cavalgada (fraquinha, segundo Raphael). A cidade estava movimentada em virtude das comemorações da Semana da Pátria. Havia muitos turistas também.

A cidade é pequena e muito simpática. Lugar aprazível e que oferece uma tranquilidade para nossos juízos.

Os principais monumentos ficam reunidos em um só local, na Praça Minas Gerais. Aqui estão a Igreja de São Francisco de Assis, a Igreja de Nossa Senhora do Carmo, o Pelourinho e a Antiga Casa de Câmara e Cadeia (Casa de Fundição).

Mariana :: Praça Minas Gerais
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Na imagem acima aparecem a Igreja de São Francisco de Assis (à esquerda), A Igreja de Nossa Senhora do Carmo (à direita) e o Pelourinho (também, à direita). Na foto aparecem também alguns ciclistas. Esses ciclistas faziam uma das rotas da Estrada Real (estavam vindo de Belo Horizonte).

Mariana :: Antiga Casa de Câmara e Cadeia
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Construída em 1768, a Antiga Casa de Câmara e Cadeia, hoje é a Câmara Municipal. A cadeia funcionava no andar térreo onde é possível ver as grossas grades das celas.

Mariana :: Praça Minas Gerais
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Mariana :: Igreja de São Francisco de Assis
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Aqui tenho uma boa história para contar. Estava na Praça Minas Gerais fazendo algumas fotos e conversando com os ciclistas e por isso me atrasei na visitação da Igreja de São Francisco de Assis (foto acima). Quando entrei, percebi que Raphael e Nathália possuíam um guia particular. Achei interessante, mas fiquei fazendo algumas fotos na parte interna da Igreja, sem demonstrar interesse em seguir com eles. A visita demorou cerca de 20 minutos (no máximo). Ao sair, Raphael cumprimentou gentilmente com um aperto de mão o tal guia e disse: "Valeu amigo, muito obrigado". O guia automaticamente respondeu: "Por nada, mas custa 10 reais". Raphael, sem ter o que fazer pagou os 10 reais e disse: "Você devia ter comunicado antes sobre isso". O guia deu de ombros. São essas coisas que fazem da viagem essa riqueza de experiências e histórias interessantes. Mas Raphael, boa praça que é, nem se estressou com isso. Só me pediu para não contar para Mercedes. Te entreguei Raphael!

Seguimos por Mariana. Chegamos então a uma praça muito arborizada e muito bonita chamada de Praça Dr Gomes Freire. A cidade limpa, sempre arrumada, e bem sinalizada recebia bem os seus turistas.

Mariana :: Praça Gomes Freire
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Mariana :: Praça Gomes Freire
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Seguimos para a Praça Cláudio Manoel (Praça da Sé) onde na Catedral da Sé (Catedral Basílica Nossa Senhora de Assunção) estava sendo rezada uma missa (informação colhida com Seu Guará). O movimento era grande. Ao lado da catedral havia uma pequena feira de artesanato.

Mariana :: Catedral da Sé
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Assim, concluímos a nossa visita à Mariana e retornamos a Ouro Preto para fazer o "check-out" (termo usado pelo nosso advogado). Vamos seguir viagem rumo a São João Del Rei.